A dupla!
OASIS

Oásis é um estúdio criativo formado por Leandro Shesko e Andressa Sirius, uma dupla de artistas de Santos, atualmente radicada em São Paulo e unida pelo amor ao fazer artístico. Atuando juntos desde 2012, desenvolvem murais decorativos, arte urbana em grandes fachadas e intervenções em espaços públicos e privados.

 

A partir das técnicas do graffiti, o estúdio cria customizações, ilustrações e pinturas que transitam entre o artístico e o aplicado. A identidade visual das obras nasce do encontro entre as mandalas e geometrias orgânicas de Sirius e os elementos naturais e personagens desenhados por Shesko, finalizados com traços marcantes, contornos precisos e composições coloridas de acabamento refinado.

 

Os trabalhos do Oásis estão espalhados por toda a Baixada Santista e seguem em expansão por capitais brasileiras e outros países. A dupla já participou de festivais, projetos especiais e ações culturais em diversas regiões do Brasil — como Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina — além de experiências internacionais na Itália, Alemanha e Bélgica.

 

Atuando tanto de forma direta com clientes quanto em colaboração com outros artistas, estúdios de arquitetura e decoração, agências de publicidade, produtoras e projetos culturais, o estúdio já realizou trabalhos para empresas de grande porte. Além disso, desenvolvem palestras e oficinas como arte-educadores, e participam de bate-papos, encontros e lives, compartilhando processos, experiências e visões sobre arte urbana e criação contemporânea. 



 

SHESKO

Leandro Szyszko, conhecido como SHESKO, é um artista visual brasileiro nascido em 1985, na cidade de Santos, litoral de São Paulo.

 

Desenhando desde a infância, foi influenciado por histórias em quadrinhos, desenhos animados e videogames. Teve seu primeiro contato com o graffiti e a cultura hip hop por volta de 1999, a partir do skate e do surf — práticas que ajudaram a moldar sua relação com a rua, o corpo e o espaço urbano.

 

Ao longo de sua trajetória, transitou por diferentes frentes criativas, produzindo ilustrações, pinturas com spray, atuando como designer de estampas e tatuador. Essa diversidade de experiências ampliou seu repertório técnico e conceitual, resultando no desenvolvimento de uma linguagem visual autoral, marcada por traços orgânicos, personagens simbólicos e composições de forte identidade gráfica.

 

 

Sua pesquisa tem como base a cultura brasileira e sua relação íntima com a natureza. Elementos do tropicalismo, das vivências de praia, da culinária e da botânica aparecem como referências recorrentes em suas obras, traduzidos de forma contemporânea em narrativas visuais que equilibram instinto, desenho e composição.


@leandroshesko




SIRIUS

Andressa Meireles, conhecida como SIRIUS, é artista visual, nascida em 1994 na cidade de Santos, litoral de São Paulo.

 

Desde a infância, foi estimulada pelo pai a desenhar e pintar ao lado da irmã, explorando de forma livre os espaços da casa onde cresceu. Essa relação espontânea com o gesto artístico marcou o início de uma trajetória guiada pela experimentação, pela sensibilidade e pelo movimento.

 

Paralelamente às artes visuais, desenvolveu uma forte ligação com a dança, chegando a integrar grupos e realizar apresentações. Essa vivência corporal — mantida inicialmente como hobby — influenciou sua percepção de ritmo, fluxo e equilíbrio, elementos que mais tarde passariam a se manifestar também em sua produção visual.

 

Em 2012, teve seu primeiro contato com a arte urbana, iniciando de forma autodidata o estudo e a prática da pintura com sprays e tinta acrílica. Atuou como assistente e produtora em projetos artísticos até aprofundar sua pesquisa nas mandalas e na geometria sagrada, campos que passaram a estruturar sua linguagem autoral.

 

 

Através da simetria, das construções geométricas e de seus significados ancestrais, encontrou na arte um caminho de autoconhecimento, equilíbrio e cura simbólica. Suas criações propõem experiências visuais que evocam bem-estar, conexão interior e harmonia, atuando como pontes entre o sensível, o espiritual e o cotidiano.


@andressasirius




MANIFESTO

A superfície costuma ser uma parede.

Pode estar no interior luxuoso de um escritório, de um comércio ou de uma residência.

Pode ser um cômodo abandonado.

 

Também pode ser um vagão de trem, a fachada de um prédio, de uma empresa, ou uma parede esquecida no lugar mais sujo da cidade.

Às vezes nem parede é: madeira, metal, plástico, um sofá jogado no lixo — outros materiais assumem a posição de tela. A própria tela, aliás, também é utilizada.

 

Sobre a superfície vai a pintura.

E através dela, uma ideia e uma atitude fantasiadas de arte, apelidadas por muitos nomes: graffiti, pixação, mural, desenho, ilustração.

 

As denominações variam conforme a combinação de técnicas e circunstâncias que envolvem o desenvolvimento da obra — que nem sempre é considerada arte. Frequentemente é mal interpretada por aqueles que começam a perceber o crescimento de um movimento capaz de transformar completamente um ambiente em minutos… ou horas.

Com o tempo, dias. Às vezes semanas. E, no caso das grandes proporções, meses.

 

A proporção também importa.

Uma imagem com meio quilômetro de metros quadrados não passa despercebida na cidade — grita em silêncio em meio a um mundo de pessoas correndo de um lado para o outro.

 

E sobre tudo isso existe uma expressão.

Ela permite ao criador oferecer um fragmento de sua visão única e particular sobre o universo ao redor, transmitindo uma mensagem que pode transcender o próprio entendimento de quem a cria.

 

Existe intenção.

Mas, mais do que isso, existe instinto.

 

Discutir o que é belo talvez seja equivocado.

O essencial é contemplar — e observar a própria reação.